A Gestão por performance está destruindo o modelo tradicional de trabalho?

Trabalho e vida pessoal

Tenho pensado há um bom tempo nessa frase e confesso que apesar de aparentar um relativo exagero, quando avaliamos a questão mais a fundo não me parece tão absurda esta reflexão.

Vamos aos fatos:

As grandes empresas tem exigido cada vez mais de seus funcionários, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Através de jornadas de trabalho intermináveis, metas que muitas vezes passam longe do tradicional conceito de SMART. E isto ainda vem ajudando a propagação de doenças como stress e ansiedade descompensada. Tudo isto devido à falta de qualidade de vida e balanceamento entre vida pessoal e jornadas de trabalho.

A pressão por falta de emprego que assola o país atualmente contribui significativamente para a diminuição dos postos de trabalho. Com um consequente achatamento de salários.

Estes fatores agravam sobremaneira as preocupações e impelem as pessoas a cada vez mais se afundarem na “corrida dos ratos”. Famoso termo definido por Robert Kyosaki em seu best seller “Pai Rico, Pai Pobre”.

A gestão por performance, em minha humilde opinião, caminha para o aumento continuado da troca “tempo por dinheiro”. Cada vez se aumentará mais o tempo de trabalho por menos dinheiro adquirido. Talvez em um futuro, nem tão distante, os proventos sejam reduzidos a metade sendo a outra atribuída à performance mensal.

Se o mesmo atingir suas metas passa a ter o direito de ganhar o que o funcionário anterior do mesmo cargo já teve direito como salário fixo no passado. Entretanto no mês posterior esta meta passará a ser mais desafiadora e consequentemente mais difícil de ser alcançada. E se o mesmo não tiver êxito?

A empresa embolsa parte do que outrora seria salário e ainda tem a prerrogativa de apontar uma baixa performance, que poderia no futuro justificar uma possível demissão.

Teoria da Conspiração?

Pode parecer “Teoria da Conspiração” mas será que estamos tão distante mesmo desse modelo?

Simon Sinek, famoso palestrante do TED e escritor, em suas palestras já manifestou, que as corporações americanas atualmente matam mais pessoas por stress do que o próprio terrorismo. Isso graças a falta de humanização nas relações de trabalho.

Gustavo Cerbasi, um dos maiores educadores financeiros do Brasil também já disse em seus cursos e videos que para se conquistar a independência financeira, em algum momento da carreira há que se passar necessariamente por uma “Visão Empreendedora”. Através dela as pessoas acabam buscando ter mais de uma fonte de renda. O que pode acarretar na ruptura do até então emprego tradicional.

Além disso, as pessoas devem necessariamente se educar financeiramente se desejarem passar do quadrante “empregado ou autônomo” para o quadrante “negócio próprio ou investidor” se não quiserem virar alvo de uma aposentadoria indigna do INSS. E ter que continuar trabalhando até mesmo em condições em que sua saúde não permita mais.

Enfim, penso que o despertar para uma visão mais empreendedora, ou mais centrada em si e menos dependente das empresas e do trabalho tradicional só trará benefícios no longo prazo, desde que haja a devida preparação para os altos e baixos que esta escolha trás.

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